http://photos1.blogger.com/blogger/4875/4127/1600/para%20blog.1.jpg Ensaios Poéticos

mercoledì, dicembre 06, 2006

Portos sem seguros...



Caos dentro de um espaço...
tão pequeno de cais...
que nem lembro quanto tempo faz,
que a ordem reinou por esses lados...
Lado de cá de tanta dor...
Ah! É o amor!!!!
Dias curtos... Horas longas...
de espera;
Esperar o vento no tempo...
De caos e cais agora...
E veloz sopra vem do sul...
Ah! O azul... Bendita paz...
Transforma dias plenos assim...
Esperar a esperança...
De amar sem essa desaventurança...
Comum nos casais... ancorados
em portos sem seguros;
De caos...de cais...

martedì, dicembre 05, 2006

Vento de Maio...Lo Borges

Nisso eu escuto no rádio do carro a nossa canção
Sol girassol e meus olhos abertos pra outra emoção
E quase que eu me esqueci que o tempo não pára
Nem vai esperar
Vento de maio rainha dos raios de sol
Vá no teu pique estrela cadente até nunca mais
Não te maltrates nem tentes voltar o que não tem mais vez
Nem lembro teu nome nem sei
Estrela qualquer lá no fundo do mar
Vento de maio rainha dos raios de sol
Chegou de repente o fim da viagem
Agora já não dá mais pra voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover no meu piquenique
Assim meu sapato coberto de barro
Apenas pra não parar nem voltar atrás...

mercoledì, novembre 29, 2006

Bendita Paixão...

Ah! Esse criar insano de vocabulários longos;
que esperam infindáveis...infalíveis, jogos de palavras...
Escrita Bendita... consome horas...
Ativam células que parecem desfalecer...
Ah! Viver... Esse viver... Bendita paixão...
Esse esperar em horas, coisas que estão para acontecer...
Perfeitas atitudes lúcidas... palavras reacendem um querer...
Maior que esse céu de nuvens a construir o azul; azul...
Azul-demais, nessa paixão incandescente, nesse dobrar de palavras,
vermelhas; acrescentam sinais lógicos em retóricas...ilógicas.
Misturam as cores, é uma alegria só...
O vento passou por aqui, e levou convicções desse tempo veloz...
Que só para, enroscados em anzóis.
tecnicamente feitos para cessar...
Rotas ativas de meios ativistas...deter...deteriorar...
Perder-se entre um poema e outro... Criar...
Retirar certas teias...tear...recitar...
Uma canção de amor pra ti...ouvi-lo cantar,
sonoramente tua fala canta, és pássaro...
Rouxinol entre o verde oliva...
Do jardim de tuas rosas...

Reaprender a sentir o vento...

Derrama... Chuvas e ventos
existe algo mágico e perfeito
para significar espaços
físicos e temporais
Perfilhar...
O amanhã que se esperava
Dentro de ruídos imaginários e sons de vozes...
Faz friagem aqui...
No embaçar... de vidraças...
em ocaso de vazios...
Chalés em braços que cingem o mundo...
Em realizar idealidades...
acabrunhado pela duvida...
Viver cada instante como insólito e derradeiro...
Reaprender o incógnito das ventanias...
Reaprender a sentir o vento...
Entre todos os céus laranja dessa estrada.


(D.Domeneghetti)

mercoledì, novembre 22, 2006

Sem Título a mando do esquecimento...


Que de mim não sobre nada... Tem “um que de mim”... Aquela que finge ser eu o tempo todo... Quero gastar-me até minha última gota...
Assusta-me, te assombro... conhecer a fundo, aquele que encena, uma peça feliz, és o tempo todo...
Um todo... Tempo de mim, te vi passando no grosso modo encardido do sépia, amarelado; foi só um retrato, desgoverno, de história lacrada em caixas mágicas, tens o meu baú de sonhos; loucura, desatino, implora: _ “Não apaguem minhas pistas”...
Imploro há um que não exista... e resista nesse lodo todo...Mundo pequeno demais pra nós dois, estórias de histórias mal contadas,reflexos tardios, em retrovisores embaçados, é um caldo, uma canja, uma sopa, um listrado de contas e tiras mal traçadas,um riscado... Quis ser mais, ser luz, ser marca que o tempo não desprezou jamais, pobres coitados... gosto amargo na ponta da língua, deixou escrita, entre ver e entrelinhas, entre rabiscos, era só uma garatuja...Perdeu-se na linha imaginária do tempo...é um todo...tempo de mim... templo , com pedras e moinhos que rolam ladeira a baixo, cachoeira, de gotas salgadas, mareadas, marejadas, eram lágrimas, e nem se deu conta, no conto não contado, brincar de letras era um passatempo favorito, cores de carros, azuis, vermelhos, passavam velozes, sempre perdia a conta, mas diga-se, dava um jeito e ganhava todas, era um brinquedo de criança...ah! Brincar de letras, pensamentos vivos, leituras inacabadas, quantos Drummondns, reinventei nas luas cheias, luares inesquecíveis, de uma época esquecida agora... se é que meu Word vai aceitar, crio, invento, reinvento palavras...
Que de mim não sobre nada... tem “um tudo de mim”... Aquela que finge ser eu o tempo todo... Gastei-me até minha última gota!
Assusto-te... Me assombras! Agora sobram risos...
Algumas frases em algum tempo inacabadas!
Cabíveis, desafogadas entre minhas lágrimas.
-“Não apaguem minhas pistas”!

Da janela...


Entre um vento e outro que bate, desalinhando meus cabelos; foge longe meus pensamentos... Estou na janela, do quarto. Sabe aquela... janela...
Da vida... Debruçada nas bifurcações, desajeitada, silenciosa, temerosa...
Num silêncio absurdo de Deus... No silêncio de todos os meus versos que não cala... Sou vento, sou chuva, sou pássaro, beija-flor, sou flor... Mulher... Que ainda não sinto; preciso descobrir-me... Sou tudo e sou nada... Pensei:
-“Descobri a vida... Descobri o amor...”
Na tua fala... No teu olhar, que cala...Me cala ...desejos tantos; e nem falas.
Pode haver um amor assim...
Entre harpas e Serafim... Anjo... Que de verbos enche com perfeição...
Ensina a conjugar: “o sofrer, esperar, o doar, estar”; tristeza em mim. Quisera eu ter um fim...
Mas pressinto e sinto... Felicidade, não tem meu nome. Não reconhece minha escrita... Vou levando.
A cidade dorme agora... Chora meu dia, sem você aqui... Janela. Quisera eu dançar... Dança da chuva. Desejei ser chuva, que caísse sobre teu estado... Molhado... Convidando-te para brincar, cá, fora comigo.
Desejei tanto... E pude quase nada. E não dorme meu ser, minha essência transborda feminina, jorra de alusões e sentimentos doces, rosas, azuis, tons pastéis... Vermelho-vinho, cores de uma menina, para explicar o amor.
Sei que ainda sou menina, não vivi meu grande amor, pressinto; sei que ele chegou, não avisou, não bateu, entrou apenas... no som melodioso de teus sussurros, no imã natural de teus olhares, que calas, não falas... Descubro eu em mim... A mando da tua loucura.
Amando!

domenica, novembre 19, 2006

"Escrever além do que a vida me tem reservado..."

Quando penso que de platônico viaja minha existência, penso e repenso em formas anti-angustiantes, insisto, buscar o amor... Ser de minha natureza, que se esvazia de si, busca, encontra... Em mim...
Vazio de ser... Platônica, ignorar as chances não intencionais, buscar de azul... Peças incandescentes, versar em média a cor do meu batom “bronze”...
Esperar sempre pelo primeiro beijo... primeira fala...
De imagens semióticas... estou endoidecendo...
"Busca enlouquecida da arte que me mate..."
Por amor fazer o que deixastes para ontem...
Sou mais que lume... Mais que bronze “boca”... clarear...
Querendo dizer de frases que já foram ditas... Pensar em palavras comedidas...
Viagem de azuis, verões, versões, mais que anti-terrorista; trabalhar para a paz...
Que jaz...
Finda minha noite em luas... Consome tais palavras cruas... O verso ficou calado...
Amado seja dado como findo... fundado...firmado...devorado palavras tais...
Sou mais que sente tudo isso... Platônica... Posto significado...
Quero versar de luas em letras banais... Não cabe meu ser versado...
Céu sempre enluarado... Ganhar estrelas... E para não dizer... um não conceito meu...
Que de ventos, e ventanias se esqueceu... Sinto o vento aqui... que já foi passado...
Entre fundos, fundadores infundados...
Para completar as doideiras de tais palavras, letras perfeitas, a mando do amor que não aconteceu...
Fico eu e meu furor... serenidade que esmaeceu...diante do ontem, puro amor que não me deu...


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Per toccare tuo piccole mani… Tocco … Piccolo gesture… di un desiderio grande…unirsi le vostre mani…In mia mani... Li tiene...

sabato, novembre 18, 2006

O vento...Num convite...

O vento entra num convite
Envolvendo corpos...
Para o amor...
Não vão as pétalas com o vento...
Além do corpo... Grudadas
Estão na alma...
Como parte desse mesmo corpo...
Esperam noites... Dias...
Instantes perfeitos para
Serem retiradas pétalas...
Desejos...
Sonhos de um semblante
Que pairam lento... Com o vento...
Como algo inevitável...
Ficam as folhas de meu outono...
No suor desse nosso verão... Quente...

Pretérito Imperfeito...

Que todos os rios se levantem...
Que todas as águas caiam...
Agora...
Que todos os homens acordem...
Que todos os acordes...
Soem... com ou sem ritmos...
Que seja eu...
Que seja você...
Que seja nós...
Que passe o tempo veloz...
Que passe o vento por nós...
Pretérito imperfeito.

Desalinham...

...Desalinham...
Formam linhas... De tempo
Passageiro... Atemporal
Pássaro... Ventania
Poeira que levanta...
Sonhos escondidos...
Temporal... Vôo rasante...
Nuvens na forma... que quiser
...desenhar...
Sonhos na cor... que quiser
...formar...
É só um sonho...

Esperando a chuva...

Gotas que caem... desejos
De chuva... Nuvens formam
E deformam-se... Olhares
Acostumados com tanto azul...
Ventos...
Que desalinham pensamentos
Sopram idéias... Agitam jardins...
Árvores sonham... Dançar no ritmo
Desse vento que não chega...
Minha janela... espera
O debruçar de meus cabelos
Roupas no varal... Tardia...
Chuva... gotas... desejos...
Espera... Desalinham

mercoledì, novembre 15, 2006

Agora sou flor...Colhe-me...


O que dizer daquilo que não vivemos...
Sonho... Loucura... Intenções...
Ainda escrevo apesar do mau tempo...
Sofre-se... Mentiras...
Minha imaginação me transporta
Sempre...
Mesmo não sendo mais pássaro...
Sou flor... Deixei de ser pássaro
Você já sabe dessa nova informação...
Estou plantada num jardim...
Sou todas as cores...
Que crianças vem roubar...
Gosto de estar assim...
Nas mãos de uma criança...
Isso é próprio da esperança...
Sei que vou viver...
Sei que sim...
Meu tempo não é esse...
Meus sonhos só dizem um pouco de mim...
Sou mais...
Mas basta a intenção...
Do teu sorriso...
Não preciso ir...
Transportam-me
Estou plantada lá...
Onde quiseres...
Como quiseres...
Se quiseres... Sempre...

Entre flores de laranjeiras...

Flores de laranjeiras... escondidas
Entre tantas florezinhas... encontrei
Sonhos guardados... desejos escondidos
Fiquei entre o cheiro das laranjeiras
Entre as cores das florezinhas... Parti
Doce chegada... Encontro de mundos
Distantes...
Pudera eu chegar sempre...
Entre as flores plantadas...
E desejos escondidos...

"Paz como se faz?

Se eu me sentir sono,
E quiser dormir,
Naquele abandono
Que é o não sentir,

Quero que me aconteça
Quando eu estiver
Pousando a cabeça,
Não num chão qualquer,

Mas onde sob ramos
Uma árvore faz
A sombra em que bebamos,
A sombra da PAZ.

(Fernando Pessoa:inéditas 1919-1935)


O poeta já sonhava com mudanças e com a paz...Acredito ser inerente ao homem o desejo de paz,mas que só pode acontecer primeiro no interior de cada indivíduo...Sonhar é uma ponte...Capacidade mágica...Que faz absurdos positivos...na construção da paz...Quando o ser consegue visualizar,uma paisagem já transformada pela solidariedade humana...Onde estar a sombra da árvore da paz...E justamente ter semeado um dia, em qualquer lugar do mundo, em qualquer coração, em qualquer quintal, algumas poucas sementes dessa árvore,mudanças realmente só serão concretas, seja em qualquer direção, mesmo que lentas, se houver o comprometimento e coragem de olhar dentro de si, e o "mundo no coletivo."


"*Eu acredito que sonhar e desejar é o caminho mais rápido na construção de mudanças."(D.Domenghetti)


*A realidade pode destruir um sonho;porque um sonho não pode destruir a realidade?(George Moore)

Nesse endereço dá para fazer download da cartilha


"Paz como se faz?"


www.palasathena.org


Beijus Gigantes