http://photos1.blogger.com/blogger/4875/4127/1600/para%20blog.1.jpg Ensaios Poéticos: Da janela...

mercoledì, novembre 22, 2006

Da janela...


Entre um vento e outro que bate, desalinhando meus cabelos; foge longe meus pensamentos... Estou na janela, do quarto. Sabe aquela... janela...
Da vida... Debruçada nas bifurcações, desajeitada, silenciosa, temerosa...
Num silêncio absurdo de Deus... No silêncio de todos os meus versos que não cala... Sou vento, sou chuva, sou pássaro, beija-flor, sou flor... Mulher... Que ainda não sinto; preciso descobrir-me... Sou tudo e sou nada... Pensei:
-“Descobri a vida... Descobri o amor...”
Na tua fala... No teu olhar, que cala...Me cala ...desejos tantos; e nem falas.
Pode haver um amor assim...
Entre harpas e Serafim... Anjo... Que de verbos enche com perfeição...
Ensina a conjugar: “o sofrer, esperar, o doar, estar”; tristeza em mim. Quisera eu ter um fim...
Mas pressinto e sinto... Felicidade, não tem meu nome. Não reconhece minha escrita... Vou levando.
A cidade dorme agora... Chora meu dia, sem você aqui... Janela. Quisera eu dançar... Dança da chuva. Desejei ser chuva, que caísse sobre teu estado... Molhado... Convidando-te para brincar, cá, fora comigo.
Desejei tanto... E pude quase nada. E não dorme meu ser, minha essência transborda feminina, jorra de alusões e sentimentos doces, rosas, azuis, tons pastéis... Vermelho-vinho, cores de uma menina, para explicar o amor.
Sei que ainda sou menina, não vivi meu grande amor, pressinto; sei que ele chegou, não avisou, não bateu, entrou apenas... no som melodioso de teus sussurros, no imã natural de teus olhares, que calas, não falas... Descubro eu em mim... A mando da tua loucura.
Amando!

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